Ao atravessar as portas do iSOC, na sede da SegurPro em São Paulo, senti imediatamente que estava diante de algo fora do comum. Ali, centenas de olhos atentos, humanos e digitais, acompanham cada detalhe de quase 1.500 pontos espalhados pelo Brasil, numa sala dominada por telas gigantes e operadores concentrados. O cenário lembra filmes de ação, com suas paredes cobertas por monitores e salas de força-tarefa reservadas, separadas por vidros espelhados unidirecionais.
Mas, ao contrário da correria típica dos filmes, percebi logo que o ambiente é silencioso, metódico e organizado. Cada operador segue processos definidos, mostrando que ali, tudo é feito com precisão. Fiquei maravilhado com a “Segurança Híbrida” posta em prática: o casamento entre vigilância presencial, análise massiva de dados e atuação humana.
Segurança real precisa de tecnologia, mas não existe sem gente qualificada.
O significado do “maior centro de segurança da América Latina”
Inaugurado em 2020, o iSOC é hoje o mais avançado centro de controle de segurança eletrônica na América Latina. E não é só pela escala, são cerca de 1.500 locais monitorados, dos mais diversos setores, do comércio à indústria, passando por eventos de grande porte. Tudo acontece em tempo real, com respostas automáticas ou humanas baseadas em uma análise cuidadosa dos dados centralizados pelo iSOC.
Quando perguntei ao diretor Gustavo Ushimaru sobre o que diferencia o iSOC, ouvi uma resposta clara:
“Não é sobre gravar imagens, mas interpretar cenários e agir rápido. Se o contexto exige ação, quem decide sempre será uma pessoa.”
Esse pensamento me lembrou dos desafios enfrentados por empresas ao aplicar inteligência artificial em situações reais. Assim como na Fabrica de Agentes, percebi o valor da integração entre tecnologia sob medida e expertise humana para resultados efetivos.
Tecnologia: muito além das câmeras
O arsenal tecnológico que encontrei no iSOC é impressionante. Tive contato com dispositivos que, até então, só tinha ouvido falar. Entre eles, destaco:
- Bola extintora: pode ser arremessada em um incêndio e, ao explodir, apaga as chamas rapidamente.
- Extintor em formato de bastão: prático e eficiente, ideal para locais de difícil acesso.
- Botão de pânico: além de acionar o alerta, transmite localização exata e contínua, fundamental em casos de sequestro ou acidente.
- Gerador de neblina: preenche o ambiente com fumaça densa, reduzindo a visibilidade e dificultando ações de criminosos.
- Câmeras discretas: tão pequenas quanto um olho mágico de porta, mas com qualidade de imagem impressionante.

Essas soluções, inteiramente integradas à central, me mostraram como a tecnologia de segurança avançou. Porém, o segredo está na capacidade de unir cada equipamento ao processamento de dados e interpretação por inteligência artificial.
Como a inteligência artificial reduz falsos alarmes?
Esse foi, sem dúvida, um dos pontos mais interessantes da visita. Perguntei a um dos operadores como lidar com a enorme quantidade de informações que chega a todo momento. A resposta veio de forma simples:A inteligência artificial serve como um filtro, separando o que realmente importa do que é ruído.
No passado, um simples animal de porte médio passando diante de uma câmera poderia disparar alertas, obrigando operadores a checar imagens sem razão. Hoje, o sistema analisa comportamento, horários, padrões de sinal, e só dispara para humanos aquilo que foge do previsto.
Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, a adoção de inteligência artificial em sistemas de segurança no Brasil passou de 54% para 64,3% em apenas um ano. Esses números reforçam uma tendência que também enxergo em outros segmentos, como no aumento do uso de IA para análise de dados em processos de negócios, tema que aprofundei em material sobre agentes de IA no blog da Fabrica de Agentes.
Soluções para além da segurança patrimonial
Outro aspecto que me surpreendeu foi descobrir que o iSOC vai além da prevenção de crimes. Perguntei sobre outros usos práticos e ouvi de Gustavo Ushimaru:
“A mesma IA que detecta risco pode analisar fluxo de pessoas e sugerir melhorias para eventos.”
Fiquei curioso e ele detalhou: em grandes eventos como o festival The Town e o GP de Fórmula 1, o iSOC opera com ferramentas de mapa de calor e análise de fluxo. Assim, consegue orientar deslocamentos, evitar gargalos, reorganizar saídas e prevenir tumultos, tudo em tempo real.
- Mapas de calor informam onde há aglomerações ou pontos vazios.
- Sugestões de redirecionamento melhoram a circulação.
- Acompanhamento visual e estatístico, facilitando decisões rápidas.

Essas soluções têm impacto direto na experiência dos participantes e na segurança do público. Isso me fez perceber a amplitude de aplicação dos conceitos aqui discutidos, e como empresas que apostam em IA, como a própria Fabrica de Agentes, têm papel fundamental em diversas áreas, do atendimento ao cliente à gestão de dados e processos, apresentados em artigos sobre análise de dados no blog.
Análise comportamental em tempo real
Uma das funcionalidades que mais me impressionou foi a análise comportamental. Os sistemas não apenas monitoram imagens, mas “entendem” padrões e identificam situações suspeitas. O diretor exemplificou:
“Se uma moto faz várias rondas perto do mesmo ponto, há uma chance maior de intenção criminosa. A IA identifica e alerta o operador antes que o incidente aconteça.”
Essa antecipação permite que medidas preventivas sejam tomadas sem depender apenas da sorte ou da reação humana. Trata-se de dar o primeiro passo antes do risco se tornar realidade.
Vi também que esse olhar preditivo se conecta com tendências do mercado de atendimento e vendas, como o uso de IA para classificar leads, algo presente no conteúdo sobre segmentação inteligente de leads no blog da Fabrica de Agentes.
O papel insubstituível do fator humano
Por mais surpreendente que sejam todos esses recursos, uma lição ficou clara durante a visita: a tecnologia só chega ao seu potencial máximo quando aliada à capacidade humana de interpretar e decidir sob pressão. Vi operadores lidando com situações sensíveis, respondendo com base em protocolos, mas também aplicando seu discernimento e experiência.
Como resumiu Ushimaru:
“A crise não é só técnica, é emocional. A máquina ajuda, a decisão ainda é nossa.”
Esse equilíbrio entre automação e análise humana lembra o que discuto com frequência em temas de automação inteligente e relacionamento com clientes, tema amplamente tratado em artigos como atendimento automatizado e integrado no blog da Fabrica de Agentes.
O que o iSOC pode ensinar ao seu negócio?
Sair do iSOC foi como voltar do futuro. Ali vi aplicações tangíveis da IA, de dados centralizados e de técnicas sob medida para diferentes desafios. Empresas que querem proteger ativos e pessoas, ou enfrentar desafios como escala, complexidade e volumes massivos de informação, podem se beneficiar de soluções inspiradas neste conceito.
Essa experiência reforçou minha convicção sobre a importância de soluções personalizadas, algo no qual a Fabrica de Agentes se destaca ao modelar agentes inteligentes para diferentes setores. Interessou-se por temas como segurança, automação de processos e atendimento inteligente? Aprenda ainda mais sobre o impacto da inteligência artificial em empresas acompanhando discussões no blog sobre negócios na era da IA.
Se você busca inovações tecnológicas para transformar dados em decisões assertivas e tornar seu ambiente mais protegido, venha conhecer as soluções e agentes personalizados desenvolvidos pela Fabrica de Agentes. Acesse nosso site, converse com quem entende do assunto e descubra como inteligência artificial pode ser aliada valiosa para os desafios do seu negócio.
